7.5.10



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FARINHADA

NA BARRA
Fotos
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A crônica de
Amílcar Neves
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Trânsito em
Sambaqui e
na Barra
Resultados do encontro
na Secretaria de Obras

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Cenário visto do ateliê do artista plástico Elias Andrade. Detalhe da ilha
de Ratones Grande e do forte de Santo Antônio. Foto CM em 30.4.2010.


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A FARINHA ESTÁ SAINDO!


Imagens da 3ª Farinhada
da Barra do Sambaqui

Raspagem da mandioca.

Preparativos.

Sevando.


Prensa. Continua às 18 horas de sábado (8.5.2010).

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Crônica
Perdoai-os, Senhor

Ilustração: Uelinton Silva.


Por Amílcar Neves*

Ainda outro dia foi o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, quem falou em perdão.

Ele lembrou que sua casa foi invadida por militares durante a ditadura. Eles não tinham autorização judicial nem convite ou permissão da família para enfiarem-se porta a dentro. No entanto, assim procederam.

Virgílio disse: "Minha casa foi invadida e minha mãe foi obrigada a cantar o hino nacional de costas para a parede para mostrar que não éramos comunistas. Eu já era comunista naquela ocasião."

Simples assim: encoste-se o elemento num paredão à mira de armas; se ele souber ou conseguir cantar o hino, não é comunista; caso contrário, o que equivalia a uma plena confissão de vergonhosa culpa, leve-se-o preso para, sob tortura, entregar todos os detalhes da subversão.

Entretanto, e ainda assim, não levaram o senador que hoje confessa ter então sido, de fato, comunista de carteirinha.

Violar lares e sujeitar as pessoas a constrangimentos vários foi o mínimo de abuso e ilegalidade que os agentes do terror de Estado cometeram durante os anos de chumbo, durante o arbítrio de 1964 a 1985.

Imagine-se esbirros do governo Lula fazendo algo parecido no lar de cada um dos que falam mal dele, invadindo as residências ainda na madrugada, enfileirando os moradores e ordenando que recitem a escalação da Seleção brasileira, ou ao menos a do Corinthians, para provarem que são patriotas e amam o País e seu presidente.

Arthur Virgílio nutre opiniões a respeito desse passado. Ele acha que se deve "pôr uma pedra em cima disso. Não há por que abrir essas feridas". E conclui que devemos ter "a nobreza de perdoar, de também esquecer", pois ele "não guarda rancor do regime militar".

Com relação à pedra, o Supremo Tribunal Federal tratou de pô-la, por 7 a 2, vedando a responsabilização criminal de quem violou direitos humanos, o que trará embaraços ao Brasil em seus crescentes papéis no cenário internacional: ninguém admite que torturas, prisões sem culpa, assassinatos e ocultações de cadáveres possam ser considerados crimes políticos perdoáveis por anistia.

Quanto ao perdão, esta é uma decisão pessoal que não pode ser imposta a ninguém por decreto, a qual depende, em primeiro lugar, de saber-se em detalhes qual o crime, afronta ou injúria que se vai - ou não - perdoar.

Antes de qualquer coisa, pois, é imperioso abrirem-se os arquivos da repressão.

*Amilcar Neves é escritor com sete livros de ficção publicados, diversos outros ainda inéditos, participação em 31 coletâneas e 44 premiações em concursos literários no Brasil e no exterior.
Crônica publicada na edição de 5.5.2010 do jornal Diário Catarinense (Florianópolis-SC).
Reprodução autorizada pelo autor.


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NO CAMINHO
TEM UM DESVIO

Prefeitura 'promete' solução


Vizinhos,

Estou enviando os ofícios entregues na secretaria de obras, onde conversamos com o secretário adjunto e tivemos o compromisso de que a obra será parada até que se resolva o que fazer: se manter meia pista e/ou melhorar a circulação na Pe. Rohr, entre outras coisas conversadas. Estavam presentes na reunião: Cristina Platt de Matos, Márcia Lúcia Moraes, Alaércio Peixoto, Air Zambon, Bernardo Kraijnbrink, Doris Gomes, Rubens Correia, Maria Aparecida Ferreira, Márcia Moelmann Pagani, Manuel Hercílio Marciano (Deca) e Nildomar Freire (Nildão).


Acho que devemos marcar um encontro para daqui há duas semanas para que eles (empreiteira e prefeitura) vão até a comunidade prestar novos esclarecimentos.

Vamos manter contato. Um abraço, Doris Gomes.

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OBRA DO ESGOTO

Associação do Bairro de Sambaqui - ABS
Conselho Comunitário da Barra de Sambaqui – CCBS



Prezado Secretário,

Desde Segunda-feira (03\05) os moradores de Sambaqui e Barra de Sambaqui deparam-se com um perigo diário, trafegar pela Rod. Pe. Rohr. A comunidade constata na prática que a referida rodovia não apresenta condições de tráfego de veículos da forma com está acontecendo. Valas, pedras, curvas fechadas, desbarrancamentos, poeira excessiva, mato alto, caminhões pesados, etc. tornam extremamente perigosa a utilização diária desta via por todos os moradores dos bairros de Sambaqui e Barra de Sambaqui. Isto sem contar os engarrafamentos causados por problemas em certos trechos, como o atolamento de um caminhão betoneira.

Sambaqui é reconhecido como uma das principais vias gastronômicas da ilha. Mas o comércio local já acumula um prejuízo incalculável, que continuando desta forma (a previsão de término da obra é de no mínimo 20 dias), terão caixa próximo de zero no mês de maio. Como sobreviver a isto!

A sinalização é outro problema grave. Não há pessoas executando a sinalização nos desvios, nem tampouco apoio da guarda municipal como havia sido acordado em reunião com representantes da comunidade. Com toda esta falta de organização, num momento há meia pista funcionando, em outro momento está completamente fechada ao tráfego, as pessoas não sabem por onde ir e vir e sofrem com atrasos, retornos, desinformação, etc.

Desde o ano de 2009 esta obra está anunciada, mas as autoridades “competentes”, mesmo com tempo suficiente, não minimizaram os transtornos dos moradores de nossa região (já sacrificados com dois anos de repavimentação da rua geral), arrumando a contento a Rod. Pe. Rohr. Um sinal de desrespeito absoluto aos cidadãos moradores do Distrito de Santo Antônio de Lisboa.

Além de tudo isto, não houve uma apresentação para a comunidade de um cronograma das obras, apenas uma faixinha pendurada na rodovia geral, que não explicava nada. Isto porque a comunidade já se reuniu algumas vezes com esta secretaria de obras e a empresa Itajuí, num movimento de cooperação e entendimento da necessidade destas obras para o saneamento básico.

Desta forma, os moradores de Sambaqui e Barra de Sambaqui, reunidos em Assembléia no dia 06 de maio de 2010, resolvem:

1. Solicitar a parada imediata das obras do Tratamento de Esgoto até que a Rod. Pe. Rohr. seja devidamente arrumada e melhorada para se transformar em uma estrada de serviço, dando capacidade de tráfego pesado para os bairros de Sambaqui e Barra de Sambaqui (remoção de pedras, retirada do mato alto, asfaltamento em alguns trechos críticos, melhoramento de algumas curvas e valas).

2. Quando o tráfego estiver em meia pista na rodovia Gilson da Costa Xavier, deve ser feito um anel nos sentidos: para quem vem para o bairro pela Rod. Gilson da Costa e pra quem vai para Santo Antônio, pela Rod. Pe. Rohr.

3. Estudar a possibilidade de trabalho no turno da noite, para diminuir o tempo da obra e os transtornos do dia.

4. Apresentação à comunidade de um novo cronograma das obras, previamente planejadas, de preferência com a aquiescência da comunidade.

5. Entrega de um mapa explicativo do trajeto a ser executado e os horários respectivos.

6. Proposta de inclusão no orçamento da cidade de 2011 da pavimentação e alargamento da Rod. Pe. Rohr., para que sirva como uma via alternativa durante todo o ano, inclusive no carnaval.

7. Estudar a alternativa de viabilizar trânsito leve através do desvio pela rua Alcides Goulart em Sto. Antônio.

Desde já agradecemos a atenção dispensada e contando com seu pronto atendimento às nossas solicitações agradecemos,

Atenciosamente

Rodrigues José Viana
Presidente da ABS

Manoel Marciano
Presidente CCBS

Ao Exmo. Sr. José Nilton Alexandre
Secretário de Obras de Florianópolis

Florianópolis, 07 de maio de 2010.

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PAVIMENTAÇÃO
da ESTRADA GERAL

Associação do Bairro de Sambaqui - ABS
Conselho Comunitário da Barra de Sambaqui - CCBS



Prezado Secretário,

A obra de calçamento com paver que está sendo executada na Rod. Gilson da Costa Xavier, em Sambaqui, já está em seu terceiro ano de execução, ou seja, uma obra bastante morosa que traz transtornos diários aos moradores de Sambaqui e Barra de Sambaqui.

Atualmente ela está sendo feita por apenas dois calceteiros e em um único sentido, do bairro para Santo Antônio. Além disto, não se está aproveitando a diminuição considerável do tráfego de veículos (devido ao desvio pela Rod. Padre Rohr, dado pelo fechamento da rua pelas obras de tratamento de esgoto), para acelerar a sua execução.

Em reunião com a comunidade em 2009, foi acordado que o início das obras em 2010 se daria em março (como foi feito) e em dois sentidos, iniciando também, da ponte (início do paver) em direção à praia do Toló, fato que não está se verificando.

Outro ponto diz respeito à qualidade da pavimentação. O trecho executado este ano parece não estar no mesmo padrão de qualidade do trecho executado no ano passado. O que deixa os moradores apreensivos com a possibilidade de termos que passar por todo este transtorno daqui a poucos anos, novamente.

Pelos motivos expostos, os moradores em Assembléia na Associação de Bairro solicitam:

1. Mais agilidade na colocação do novo pavimento (paver), inclusive aproveitando este momento de diminuição do fluxo de veículos em função do desvio pela Rod. Pde. Rohr.
2. Melhoria da qualidade na colocação do paver neste novo trecho da Rodovia.
3. Abertura de mais uma frente de trabalho, da Ponte (início do paver) em direção à praia do Toló.
4. Colocação de faixas de pedestre, quebra-molas, tartarugas (redutores de velocidade) no trecho já concluído.

Desde já contamos com sua disposição e agradecemos,
Atenciosamente

Manoel Marciano
Presidente CCBS

Rodrigues José Viana
Presidente da ABS

Ao Exmo. Sr. José Nilton Alexandre
Secretário de Obras de Florianópolis
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COMEÇA A 3ª FARINHADA
DA BARRA DO SAMBAQUI



A madioca que vai ser transforma em farinha foi
plantada por Hercílio Pedro Marciano, 90 anos.


Começa hoje (7.5) a 3ª Farinhada da Barra do Sambaqui na residência de Amauri dos Santos (rodovia Isid Dutra, imediações do colégio).

A mandioca foi plantada no ano passado pelo senhor Hercílio Pedro Marciano, 90 anos, que vai ajudar a sevar (ralar) os cerca de 500 quilos de raízes. Confira abaixo a reprodução da matéria com o senhor Hercílio publicada no número zero do jornal Daqui (janeiro de 2010).

O trabalho da seva começa por volta das 18 horas.

Amanhã (sábado, 8.5), a massa obtida da seva e prensada para a retirada da umidade, será transformada ao vivo em farinha de mandioca num engenho tradicional.

Haverá serviço de bar e cozinha (culinária típica), atrações infantis e presença do grupo Gente da Terra.

A Farinhada integra a programação da festa da Santa Cruz de 2010 da Barra do Sambaqui, que acontece nos dias 15 e 16, tendo como casal festeiro Ademir Peixoto e Maria Marciano Peixoto.


Programação

15.5.2010 - Sábado

20h - Procissão. Saída da residência do casal festeiro (servidão Peixoto, 163) acompanhada pela comunidade e a Banda Amor à Arte.

20h30 - Missa na Capela da Santa Cruz e São Sebastião.

21h30 - Final da missa com queima de fogos. Serviços de bar e cozinha no salão paroquial. Banda Mexe Mexe (sertanejo universitário). Barras do Grupo Jovem e atrações infantis. Os festejos se estendem até a 1h30.


16.5.2010 - Domingo

10h - Procissão com saída da residência do casal festeiro.

10h30 - Missa.

11h30 - Divulgação do novo casal festeiro e juizes para 2011.

12h - Almoço com som ao vivo no salão da capela.

13h - Tarde festiva com atrações infantis.

14h - Tarde dançante.

18h - Encerramento.

Realização
Diretoria da Capela da Santa Cruz e São Sebastião.

Apoio
Conselho Comunitário da Barra do Sambaqui, Associação do Bairro de Sambaqui, Intendência de Santo Antônio de Lisboa, Centro Brasileiro de Engenharia e Sistema, Fundação Franklin Cascaes, comércio local, juízes e colaboradores.

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Plantando nos
campos do Senhor



Há pouco tempo Hercílio Pedro Marciano plantou dois quilos de feijão, metade de cor vermelha, metade preta. No final de outubro último ele colheu os pés com as vargens e deixou secando num paiol. No dia 10 de novembro, com a ajuda de três filhos, o feijão foi submetido a um antigo processo de separação da leguminosa. O trabalho é feito com uso de um mangual ou manguali, que consiste em duas varas de marmeleiro do mato ou catingueiro, unidas por uma corda ou couro.

“É uma madeira pesada”, explica Hercílio, 90 anos de idade, nascido e residente na Barra do Sambaqui, satisfeito com a obtenção de aproximadamente 65 quilos de feijão. “Eu vivo da terra. E tenho muita fé em Deus”, assinala o filho de Pedro Marciano da Rosa (nascido em Vargem Pequena) e de Clemência (Mença) Maria Santana (do Canto do Moreira, Ratones).

Nascido na Barra do Sambaqui no dia 10 de setembro de 1919, onde ainda reside, Hercílio criou a família com os produtos da pesca (peixe e camarão) e da lavoura, sobretudo a mandioca e a cana, transformadas em farinha e açúcar em dois engenhos de sua propriedade. Também plantava café. Ao longo do ano ele retirava de armazéns da região os produtos de que necessitava, pagando regiamente a cada colheita com a própria farinha e o café. Acostumado a essa lida, não se intimidou com a crescente urbanização e reservou um pouco de terra para as plantações. “No lugar onde estava esse feijão, agora eu vou plantar milho”.


Casado inicialmente com Flordovina da Ventura Marciano, ficou viúvo no dia 17 de março de 1972. Nesse tempo já divida atividade na lavoura e na pesca com os serviços de jardinagem no Palácio da Agronômica, onde atuou nas gestões dos governadores Ivo Silveira e Colombo Salles. Foi nesse local que ele conheceu a viúva Nezi Alves Marciano, com quem se casou. “Vivemos 35 anos juntos”, lembra. Ela faleceu no dia 5 de abril de 2007. Os dois casamentos geraram 17 filhos, dos quais nove são vivos, com 24 netos e 12 bisnetos.

Apesar da idade avançada, Hercílio é visto em todas as festas e demais eventos comunitários, desde os altos do campo do Triunfo até as farinhadas. Nunca bebeu nem fumou. No dia 10 de novembro, quando as vargens foram para o manguali, ele estava ansioso e parecia ter voltado ao passado, com os filhos em volta auxiliando no serviço da roça. Deu ordens, orientou e até ralhou com os “meninos”. (C.M. Jornal Daqui, janeiro de 2010)



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T R A N S F E R I D O


O curso teria início amanhã (8.5), às 14h30, no Cesusc, mas foi transferido para o próximo sábado (15.5), no mesmo horário e local. Resta apenas uma das 20 vagas disponíveis para a comunidade (Distrito de Santo Antônio de Lisboa).

6.5.10

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MORADORES QUEREM
MELHORIAS NA RUA

PE. ROHR E SUSPENSÃO

TEMPORÁRIA DAS

OBRAS DE ESGOTOS



Reunião realizada hoje (6.5) à noite na sede da ABS.

Os moradores de Sambaqui e Barra do Sambaqui vão solicitar que a Prefeitura Municipal suspenda temporariamente as obras de esgoto até que a rua Padre Rohr tenha condições de trânsito mais adequada. O pedido será entregue à secretaria municipal de Obras nesta sexta-feira (7.5), às 14 horas, assinado pela Associação de Bairro de Sambaqui (ABS) e o Conselho Comunitário da Barra do Sambaqui (CCBS), com o respaldo dos cerca de 50 moradores presentes à reunião ocorrida há pouco.

Os problemas são os seguintes:

1) Existência de "gargalos" na rua Padre Rohr que impedem a passagem de mais de um veículo, provocando a formação de filas.

2) Retirada da vegetação que cresce junto à via, diminuindo sua largura e dificultando a visão. Algumas pedras precisam ser cortadas.

3) Maior sinalização com placas e a presença de funcionários da empresa Itajuí e da Guarda Municipal para orientar o trânsito.

O desvio do trânsito para possibilitar a continuidade das obras do esgoto já estava anunciado desde dezembro do ano passado, mas a Prefeitura Municipal não tomou nenhuma providência para melhorar a rua Padre Rohr. Isso reflete a falta de planejamento interno do Executivo municipal e de coordenação com a concessionária Casan e a empreiteira Itajuí que executa as obras de saneamento.


PAVIMENTAÇÃO

A ABS e o CCBS também vão cobrar maior agilidade e qualidade nas obras de pavimentação da estrada geral (trecho denominado rodovia Rafael da Rocha Pires). O serviço começou a ser executado em meados do ano passado, sendo suspenso em dezembro com promessa de retomada em março último. A obra deveria se realizar em duas frentes: uma na Rafael da Rocha Pires e outra a partir do pontilhão na praia das Flores em direção à Ponta do Sambaqui - esse trecho da estrada geral se denomina Gilson da Costa Xavier.

A promessa de duas frentes não foi cumprida e a qualidade do pavimento é bem inferior ao do primeiro trecho. Além disso, o trabalho se desenvolve com muita lentidão, devido ao pequeno número de trabalhadores e equipamentos mobilizados.

A rede gastronômica da região, geradora de emprego e renda, amarga prejuízos.


ENCAMINHAMENTO

Caso as conversações com a Prefeitura/secretaria de Obras não tenham resultados positivos, a comunidade volta a se reunir para discutir novas iniciativas.

3.5.10

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FOTÓGRAFOS INVADEM
A PONTA DO SAMBAQUI

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Emanuel vai morar na Bahia
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O sistema nos tira tudo
Elaine Tavares
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Mediocridades e influências
Raul Longo

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Os fotógrafos, as luzes
e as cores da Ponta




É cada vez maior o número de fotógrafos que procuram a Ponta do Sambaqui para seus cliques. Amadores apaixonados ou eventuais e profissionais do ramo podem ser encontrados a qualquer hora do dia. Recém casados têm sido levados ao local para ensaios. Os cenários já estão dispostos: o bosque de pitangueiras, aroeiras e outras espécies, as aves e pássaros, a atividade marinha de pesca e maricultura, a navegação, a areia amarelada, o mar azul e transparente, as pedras... A luz do outono no final de tarde dá um toque especial a qualquer foto.






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"Vou morar na Bahia"

Amigos (as)

O ato referente à minha aposentadoria foi publicado no Diário Oficial da União, em 3 de maio de 2010.

Computando os tempos de militância na Ação Popular (AP), foram cinquenta (50) anos de trabalho.

Comecei com 15 e estou com 65 anos.


Tenho internalizada profundamente, desde moço, a ideia de que - como aprendi com São João, Hegel e Teilhard de Chardin - o Espírito Sopra Onde Quer.

O chamado voluntarismo de segmentos de minha geração foi derivado (falo com a mais profunda sinceridade) da ânsia em mudar o Brasil, em busca de padrões civilizatórios de justiça e de igualdade.

Pátria, para mim, é o pacto (afetivo e solidário) instaurado entre pessoas que nascem no mesmo território e falam a mesma língua.

Quando a solidariedade deixa de existir, a pátria desaparece.

Internamente, conseguimos muitas vitórias.

Socialmente, o Brasil está muito longe daquilo que sonhei aos 20 anos.

Mas celebrar a vida e combater o combate, enche o coração de qualquer ser humano.

E legitima uma vida.


Vou morar na Bahia.

A rigor, construirei uma ponte entre a primeira e a última capital do País.

Espero que o nosso diálogo continue fraterno e fecundo.

Lembro sempre dos versos de Fernando Pessoa, em "Mensagem":
(...) "Cumpri contra o destino o meu dever.

Inutilmente? Não, porque o cumpri."

Com o abraço amigo do Emanuel Tadeu Medeiros Vieira

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O sistema nos tira tudo

Por Elaine Tavares

03.05. 2010 - Acompanhei estupefata a cobertura dos jornais de televisão sobre o dia primeiro de maio. Raríssimos jornalistas usaram a expressão “dia do trabalhador”. Para todo mundo, o histórico primeiro de maio, data que celebra a luta dos trabalhadores, decidida na Internacional Socialista em 20 de junho de 1889, em Paris, virou “Dia do Trabalho”.

Você aí que está lendo esse texto pode perguntar. Mas e daí? O que muda? E eu digo, muda tudo! O dia do trabalhador é uma invenção dos trabalhadores, coisa criada em meio às lembranças recentes dos conflitos em Chicago, em 1886, quando milhares de trabalhadores saíram às ruas lutando por 8 horas de jornada. Foi por desejo dos trabalhadores que esta data passou a ser um dia de referência de lutas, de combates, de batalhas por vida digna e contra o capitalismo predador, que destrói o homem e a natureza.

Pois o sistema capitalista, de um jeito ladino, foi realizando a transformação. De dia do trabalhador passou a ser dia do trabalho. E o que é o trabalho? O que suscita? Nada de lutas, nada de combates contra o capital, nada de conflitos de classe. Nada. É só um ato criador. O dia do trabalhador transformado em dia do trabalho esteriliza a gênese desta idéia que era de luta contra a opressão dos patrões. Dia do Trabalho é uma composição de classe, onde patrão e trabalhador se irmanam, afinal, os dois “trabalham”.

Mas, na verdade, na relação capital x trabalho, é o trabalhador o explorado, o que garante mais-valia ao patrão, o que garante o lucro, no mais das vezes exacerbado. E esta relação não é pacífica, é conflituosa, agônica.

Por isso causa profunda revolta ver os jornalistas, que deveriam ser os que informam com clareza os fatos, reproduzindo estas mentiras, estas armadilhas forjadas pelo sistema que oprime e destrói. Esse povo deveria estudar mais.

Reivindico a volta do dia do trabalhador, dia de luta, de combate. Dia de lembrar os tantos homens e mulheres que tombaram na batalha por uma vida plena. Dia de celebrar a capacidade de luta de todos aqueles que ainda estão amarrados a roda da mó do capital. Dia primeiro de maio é dia do trabalhador, esse ser que, prisioneiro de um sistema em que para que um viva o outro tenha de morrer, resiste e insiste na transformação. Ainda há trabalhadores em luta por aqui, sim senhor!


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OS MEDÍOCRES MENOS
INFLUENTES DO MUNDO


Por Raul Longo

A última vez que contei, o mundo tinha aí por volta de 119 países, cada qual com suas lideranças políticas e institucionais mais ou menos influentes na região continental onde se estabelecem. De lá pra cá, algumas dessas nações se fundiram e outras se subdividiram dando origem a novos países que terão mais ou menos influência na região a que pertencem ou no mundo. Ou não terão praticamente influência alguma, nem mesmo entre seus vizinhos.

O Brasil, por exemplo, embora faça fronteira com praticamente todos os países do continente, à exceção de Chile e Equador, ao longo do século XX exerceu uma influência quase que exclusivamente cultural, por causa do samba, da mulata e do futebol.

Politicamente éramos tão frágeis quanto economicamente. Ao invés de influirmos, sempre fomos os influenciados, como no episódio da crise do México e, depois, pela da Argentina, ambos, há até 8 anos atrás os mais influentes países da América Latina.

Não se pode dizer que Argentina e México tenham sido influentes exatamente por suas lideranças políticas. O foram, muito mais, pelas condições econômicas e produtivas.

Num mundo de relações capitalistas, a produtividade de um país é muito importante na construção de sua liderança regional ou mundial. Sabendo disso, Stálin e Mao Tsé Tung trataram de revisar os conceitos socialistas e apostaram na produtividade a todo custo, inclusive de sacrifícios das sociedades russas e chinesas. Dessa forma, além de poderosos exércitos, constituíram nações economicamente ricas, ainda que o sistema comunista pelo qual se dissessem orientar se tornasse socialmente duvidoso e discutível.

Mas não foi apenas por puxar as barbas do velho Marx que Rússia e China se constituíram em grandes influências política e econômica da Europa e da Ásia. Sem dúvida, as proporções continentais desses países também contribuíram bastante, afinal, diversas outras nações que adotaram o modelo do controle estatal de produtividade acelerada em detrimento da sobrevivência e da evolução social, nunca conquistaram tamanha influência. Foram países bastante menores e sem condições de diversificar a produtividade por mais autoritárias fossem as exigências estatais.

Dois outros países, de capitalismo privado, também se tornaram dos mais influentes em todo o mundo, muito em razão de suas extensões territoriais: Canadá e Estados Unidos.

Depois desses 4 maiores países do mundo, vem o Brasil que é menor do que os Estados Unidos em cerca de 1 milhão de kms2, e, em seguida, a Austrália, por sua vez pouco menos de 1 milhão de kms2 menor que o Brasil.

A sétima maior extensão nacional do mundo é a Índia, e na Austrália cabem 2 Índias. Por fim, o oitavo país do mundo em tamanho é a nossa vizinha Argentina cuja área territorial corresponde a ¼ do território brasileiro.

Ora, se são precisas 4 Argentinas para fazer um país do tamanho do Brasil e, ao longo de todo o século XX, aquela foi a nação mais importante e influente do continente sul-americano, seria de se concluir que entre as nações isso de tamanho não é documento.

De fato, países pequenos como o Japão, um arquipélago que somando a área de todas suas ilhas talvez não chegue sequer à extensão da Ilha do Marajó, muitas vezes influenciam mais do que nações bem maiores. Mas também é verdade que das 6 maiores nações do planeta, apenas uma nunca foi influente sequer dentro de si mesma.

Sabemos que o Canadá, ainda que maior do que os Estados Unidos, nunca atingiu a pujança econômica do vizinho; mas tampouco foi um país social e economicamente subalterno, mesmo quando colônia do Império Britânico. Os canadenses sempre se mantiveram orgulhosos de suas origens e suas histórias, distinguindo-se e reafirmando-se como Canadá Francês e Canadá Britânico.

E a independência econômica, cultural e tecnológica de todo o Canadá se dá a despeito de sua exígua área produtiva. Condições climáticas glaciares o tornam um dos países de menor população do mundo, apesar de uma extensão territorial menor apenas do que a da Rússia. Essa, por sua vez, apesar de ocupar quase metade da Europa e 1/3 da Ásia, em apenas 18% de seu território é atendida por recursos hidrográficos e ¾ de sua extensão compreende a região mais fria do planeta depois dos círculos polares: a Sibéria.

O mesmo se pode dizer da Austrália, que é coberta de dunas de areia em 40% de seu território.

Apesar de ser o país mais populoso do mundo e terceiro em extensão territorial, a maior parte da China também é totalmente árida, contendo 2 dos maiores desertos do mundo: o Taklamakan e o Deserto de Gobi. Gobi possui quase a mesma extensão do maior estado do Brasil: o Amazonas.

Ludibriados pelo tzar russo, em 1867 os Estados Unidos compraram o Alasca acreditando que dali tiraria mais ouro do que o levado por Portugal das Minas Gerais. Durou pouco e hoje têm ali o maior estado do país, de onde ainda exploram recursos minerais, mas sem condições de qualquer outra produtividade mais significativa.

De toda forma, tirante o Brasil, climaticamente os Estados Unidos é o mais privilegiado entre os 6 gigantes do mundo, apesar da ampla região desértica que se estende por todo o centro-oeste do sul do país.

No entanto, a exceção que confirma a regra de soberania e influência das maiores nações do mundo, não possui sequer um deserto ou região inóspita. Quando muito, uma pequena porção semiárida além da zona da mata de seu nordeste, mas ainda assim propícia ao desenvolvimento de lavoura e pecuária. Atividades precárias nos períodos de estiagem prolongada, mas bastante peculiares e valorizadas no mercado regional.

A região de mais dificultoso acesso dessa exceção entre as 6 maiores nações em território, concentra a maior riqueza em biodiversidade do planeta e contem a maior reserva hidrográfica da Terra. Além desta, ao sul o país é beneficiado pela segunda maior bacia hidrográfica do mundo, tornando suas terras férteis em toda a extensão norte-sul e leste-oeste, e de fácil desenvolvimento agropecuário pela ausência de cadeias montanhosas.

A localização deste país-continente no hemisfério sul e sua formação longitudinal o tornam o mais favorecido pelo processo de fotossíntese entre todas as nações da Terra, das quais somente o Canadá e os Estados Unidos rivalizam em extensão de costa atlântica.

Afora os amplos potenciais para produção de energia em praticamente todas as fontes fósseis ou renováveis, o país ainda detém uma das mais diversificadas fontes minerais, inclusive dois dos maiores aquíferos subterrâneos do mundo.

As desculpas utilizadas para explicar a situação de subserviência e subjugação político-econômica deste 5º maior país do mundo, após sua independência, são insustentáveis. Uma delas, a mais preconceituosa, baseia-se no histórico de sua formação humana, como país de degredados em seu período colonial. Desde 1.770 a Austrália se tornou o destino dos degredados de todo o vasto Império Britânico.

O exemplo australiano também serve para desarticular outra desculpa esfarrapada que aponta o Brasil como uma nação muito jovem, por ter se tornado independente quase um lustro após seu correspondente em território: os Estados Unidos. A Austrália se tornou independente do Império Britânico em 1942.

Evidentemente há que se procurar em outras causas a razão de o Brasil ser a única das 6 maiores nações do mundo onde os índices humanos foram os mais baixos durante todo o século XX: maior mortalidade infantil, maior subnutrição, maior mortalidade por doenças infectocontagiosas, maior violência social nos meios urbanos, maior índice de analfabetismo, pior índice de aproveitamento escolar, maior índice de natimortos, maior número de desempregados, maior incidência de atividades informais, etc., etc., etc.

Para qualquer observador, nacional ou estrangeiro, minimamente honesto, era gritante a evidência de que um país com o tamanho e os potenciais do Brasil, só poderia apresentar tão desastrosos resultados devido a inapetência de seus administradores e a dilapidação de seus potenciais por dirigentes que vendiam o país aos interesses estrangeiros.

Sim. Aqui, outra desculpa apresentada para o atraso social do Brasil: o imperialismo dos capitalistas estrangeiros. Oras! Capitalistas de qualquer lugar do mundo exploram a qualquer país de dirigentes corruptos que se proponham a vender seus potenciais energéticos, prostituir seu povo, entregar sua capacidade produtiva para a exploração internacional, tal qual foi realizado pelas elites dirigentes do Brasil desde o início de nossa colonização por Portugal, até 2002, como um intervalo de 34 anos entre 1930 e 1964, num raro e breve período nacionalista.

Antes e depois desse período o Brasil sempre foi considerado mais uma República das Bananas, com alguma influência, talvez, sobre a economia paraguaia e boliviana, mas sem qualquer condição de concorrer com a Argentina mesmo nesses ou quaisquer outros mercados internacionais.

Os valores de nossos produtos de exportação, em grande maioria matéria prima sem qualquer beneficiamento, eram estabelecidos pelos compradores que se concentravam basicamente em um único país: os Estados Unidos.

Não tínhamos voz em qualquer organismo ou instituição internacional, em qual idioma fosse. Nossa opinião não era sequer questionada e se alguma se fizesse necessária a respeito de nossa região, não seria ao Brasil que se perguntaria e, sim, à Buenos Aires.

Éramos nada! Tão nada que nosso chanceler, o representante do Brasil perante o mundo, era tratado como suspeito nos aeroportos dos Estados Unidos, onde tinha de tirar os sapatos para ser revistado; uma afronta diplomática a qualquer governo aliado, demonstrando claramente que ninguém era aliado ao governo brasileiro ou este não era aliado a nenhum outro. Era apenas subserviente ao primeiro que lhe oferecesse mais dinheiro para manter a situação de miséria social que aumentava ainda mais nosso descrédito internacional. Éramos considerados um dos menos indicados países do mundo para qualquer outra coisa que não fosse o turismo sexual e a montagem de negociatas e trambiques de espoliação de nossos recursos e do nosso povo.

E assim, quem definia as metas, tarefas e ações daqueles governos, eram os credores. Elegíamos quem nos governaria para o FMI, para o Clube de Paris, para os interesses multinacionais.

Oito anos depois dessa crônica e secular situação de abjeta subserviência, uma publicação estadunidense aponta 25 lideranças políticas que considera as mais influentes do mundo. Há de tudo na lista: desde o presidente dos Estados Unidos que, por razões óbvias, seja quem for haverá mesmo de ser influente não por sua pessoa, mas pelo império bélico e a amplitude do mercado que governa; até uma das principais responsáveis pela derrota do partido então governista, nas últimas eleições daquele país.

Seja por qual razão for, o presidente do Brasil encabeça a lista. Deduz-se que provavelmente porque os selecionadores das 25 personalidades políticas de maior influência mundial, entenderem que Lula é o mais influente líder entre os demais apontados. A dedução é corroborada pelo texto de abertura da matéria, redigido pelo mais prestigiado jornalista norte-americano, Michael Moore, recordando, em seu texto, de como a tradicional elite político/econômica brasileira manteve uma das mais injustas e criminosas concentrações de renda do mundo, uma tradição rompida pela eleição de Lula à presidência do Brasil, apontando-o como um exemplo de governo para o próprio Estados Unidos.

Mas em verdade pouco importa se aqueles que selecionaram os 25 mais influentes líderes do mundo, consideram Lula como o mais de todos, ou o 18º ou 25º. Afinal, nunca, jamais antes ocorreria a qualquer instituição de nenhum continente, considerar um político brasileiro como alguma coisa. Brasileiro influente foi o Pelé, os Ronaldinhos. Tom Jobim por “The Girl From Ipanema” e, décadas antes, a Carmem Miranda.

Falar em presidente brasileiro era o mesmo que falar sobre nada. O mesmo que falar jornaleiro da Espanha, confeiteiro da Noruega ou encanador do Nepal. Algo como o mesmo significado e importância de escrever aqui o nome do presidente do Buzequistão, mesmo que esse país exista.

Quantas pessoas, em quaisquer dos países que nos são fronteiriços, alguma vez teve conhecimento de quem fosse o presidente do Brasil?

Apesar disso, não é que os maiores veículos de comunicação do próprio Brasil se esforçaram em informar que o Presidente Lula só encabeçou aquela lista por acaso? E não é que alguns dos meus correspondentes demotucanos caprichosamente me enviaram reproduções dos textos originados por este esforço?

Eu deveria rir do ridículo, ou me apiedar da mediocridade?

Sinceramente, não sei. Até porque, como disse um amigo -- que por sinal não é brasileiro -- tratar uma atitude dessas como medíocre é agravar o sentido da palavra.

Também não sei se Lula é realmente o líder mais influente do mundo. Mas, sem querer ofender a média da mediocridade, posso dizer que sei quem são alguns dos menos influentes medíocres do mundo.





1.5.10

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Na Ponta em 30.4.2010
POEMA FOTOGRÁFICO

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Titular do Sambaqui na Rede
CIDADÃO
HONORÁRIO
DE IRANI

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BRASIL MAIS DE 500 ANOS
O massacre indígena continua

Confira o manifesto de Megaron Txukarramãe


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CIDADÃO HONORÁRIO

Câmara concede Título
aos que divulgam Irani e

a História do Contestado


A Câmara de Vereadores de Irani concede o Título de Cidadão Iraniense ao jornalista e historiador Celso Martins, ao arquiteto Ires Lopes da Silva, ao teatrólogo Romário Borelli e ao pesquisador, músico e folclorista Vicente Telles. A homenagem "aos que apóiam e contribuem na divulgação da história do Município de Irani" acontece às 19 horas da próxima terça-feira, dia 4 de maio de 2010, durante sessão do Legislativo (rua Presidente Getúlio Vargas, 42, Centro).


Dados dos homenageados

Celso Martins da Silveira Júnior, escritor, jornalista, bacharel em história, nascido na cidade de Laguna, radicado em Florianópolis-SC. Autor do livro “Os quatro cantos do Sol - Operação Barriga Verde", fruto de exaustiva pesquisa sobre as vítimas catarinenses do chamado “Período de Chumbo”, e de "O mato do tigre e o campo do gato - José Fabrício das Neves e o Combate do Irani".

Vicente Telles, natural de Palmas-PR, hoje com 77 anos, residente em Irani, foi um pioneiro da valorização da memória cabocla da Guerra do Contestado, sobretudo através da música. Recebeu o título de Cidadão Honorário de Santa Catarina, entre outros.

Romário José Borelli, ator, professor de história, poeta, compositor, escritor e teatrólogo, nascido em Porto União-SC. Autor da peça O CONTESTADO, que segundo especialistas, resgata a grandiosidade do maior episódio bélico do sul brasileiro.
Ires Lopes da Silva, arquiteto, natural de Caxambu do Sul-SC. Entre seus principais trabalhos em sua área de atuação merece destaque a realização de estudos preliminares do Parque Temático do Contestado, às margens da BR 153, Km 64, em Irani, e a autoria de projetos arquitetônicos dos componentes do Parque Temático do Contestado, além de ser um participante ativo da criação da Fundação Memória Viva do Contestado da Região de Irani, presente na fundação da mesma.


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E S P E C I A L

DOCUMENTO


Comunicado dos
Kayapó Metuktire

contra Belo Monte



Os Kayapó Metuktire, da aldeia Piaraçu, bem como diversos povos indígenas do Brasil, tem reafirmado sua luta contra a obra da Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). As ações se intensificaram depois que o leilão para a escolha do consórcio responsável pela construção da usina foi realizado no dia 20 deste mês, em Brasília. Desde sexta-feira (23), os indígenas paralisaram o tráfego da balsa que corta do Rio Xingu, na BR-080, no Mato Grosso. Os grupos que serão direta ou indiretamente afetados pelo empreendimento mandaram recado contundente ao presidente Lula por meio de comunicado assinado pelo cacique Megaron Txucarramãe. No texto, eles dizem que Lula é o inimigo número um dos povos indígenas do país, seguido de Márcio Meira, presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai).


Co m u n i c a d o

Nós lideranças e guerreiros estamos aqui em nosso movimento e vamos continuar com a paralisação da balsa pela travessia do rio Xingu. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva insistir de construir a barragem de Belo Monte nós vamos continuar aqui.

Nós ficamos com raiva de ouvir Lula falar que vai construir Belo Monte de qualquer jeito, nem que seja pela força!!!

Agora nós índios e o povo que votamos em Lula estamos sabendo quem é essa pessoa.

Nós não somos bandidos, nós não somos traficantes para sermos tratados assim. O que nós queremos é a não construção da barragem de Belo Monte.

Aqui nós não temos armas para enfrentar a força. Se Lula fizer isso ele quer acabar com nós como vem demonstrando, mas o mundo inteiro vai poder saber que nós podemos morrer, mais lutando pelo nosso direito.

Estamos diante de um governo que cada dia que passa se demonstra contra nós indios. Lula tem demonstrado ser inmingo número um dos índios e Márcio Meira, o atual presidente da Funai, tem demostrado ser a segunda pessoa no Brasil contra os índios, pois, a Funai não tem tratado mais os assuntos indígenas, não tem demarcação de terra indígena mais, não tem fiscalização de terra indígena mais, não tem aviventação em terra indígena.

Os nossos líderes indígenas são impedidos de entrarem dentro do prédio da Funai em Brasília pela Força Nacional. O que está acontecendo com nós indios é um fato de grande abandono, pois, nós indios que somos os primeiros habitantes deste paíis estamos sendo esquecidos pelo governo de Lula que quer a nossa destruição.

É esta a conclusão que chegamos.

Líder indígena Megaron Txukarramãe
Aldeia Piaraçu, 26 de abril de 2010.

Fonte: CIMI.

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Filme


Povos do Xingu contra a
construção de Belo Monte


31 de dezembro de 2009 Cenas gravadas na Aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto/Jarina, entre os dias 28 de outubro e 4 de novembro de 2009. Nesse período, os ministros do Meio Ambiente e Minas e Energia foram convidados a ir ao Xingu para discutir os impactos da obra de construção da usina de Belo Monte na região. Se concretizado, Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo e vai causar impacto mais de 9 milhões de hectares de floresta, uma área equivalente a duas vezes a cidade do Rio. 21'3


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